Na última sexta-feira, 15 de setembro, o Brasil se despediu de Vladimir Sacchetta, um destacado jornalista, produtor cultural e pesquisador, que faleceu aos 75 anos.
Contribuições Inestimáveis para a Cultura e a Memória Brasileira
Sacchetta foi um importante cronista das greves operárias do ABC e um defensor da memória de figuras revolucionárias do Brasil, incluindo Olga Benário. Sua obra inclui contribuições significativas a dois livros que receberam o prestigiado Prêmio Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e ‘Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia’, coescrito com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Projetos de Documentação e Memória
Nos últimos anos de sua vida, Sacchetta dedicou-se a projetos que visavam preservar a memória cultural e política do Brasil. Entre suas iniciativas, destacam-se o Memorial da Democracia, promovido pelo Instituto Lula, e registros da Imprensa Alternativa, em colaboração com o Instituto Vladimir Herzog. Ele também realizou trabalhos focados na rica cultura brasileira.
O Instituto Vladimir Herzog ressaltou em nota: “Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão.” Veja também: O que é lobby e como funciona no Brasil.
Legado e Homenagens
Além de suas contribuições literárias, Sacchetta foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, que promove a valorização da cultura nacional. Ele também atuou como conselheiro no Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), onde sua presença foi inestimável até pouco antes de seu falecimento.
O Cemap expressou sua tristeza em nota: “Perdemos um conselheiro brilhante; o Brasil perdeu um de seus maiores guardiões da memória.”
Vladimir Sacchetta deixa um legado duradouro e é lembrado por seus filhos e neto. O velório será realizado neste sábado, dia 16, na Barra Funda, em São Paulo.
