No dia 21 de setembro, o 7º Simpósio da Rádio Nacional reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de emissoras para discutir a preservação da memória radiofônica brasileira e sua adaptação ao futuro digital. Este evento marca não apenas os 90 anos da Rádio Nacional, mas também a vitalidade do rádio, que se reinventa através de novas plataformas digitais, incluindo inteligência artificial, podcasts e transmissões multiplataforma.
Preservação e Inovação: O Debate Central
Durante o simpósio, as mesas de discussão abordaram a importância de preservar os acervos históricos e seu papel fundamental para a identidade cultural e acesso à informação. O presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, Cesar Miranda Ribeiro, ressaltou a relevância do acervo da Rádio Nacional, destacando a conexão entre a emissora e a formação do museu, que abriga mais de 53 mil itens relacionados à história cultural brasileira.
Desafios da Digitalização
A gerente de acervo da EBC, Maria Carnevale, discutiu os desafios enfrentados na digitalização do acervo, enfatizando a necessidade de rigorosos critérios de seleção e catalogação. Ela apresentou dados impressionantes sobre o acervo da EBC, que inclui 7.280 fitas de rolo, 5.969 acetatos e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas. Atualmente, 28,2% do acervo já foi digitalizado, o que ilustra o esforço contínuo em preservar a história do rádio.
A Transformação das Emissoras no Ambiente Digital
Na mesa que tratou das novas formas de atuação das emissoras de rádio na era digital, Thays Gripp, coordenadora artística da Rádio Globo, compartilhou a experiência de transformação da emissora. A Rádio Globo integrou suas operações com diversas plataformas digitais, ampliando seu alcance e engajamento com o público jovem por meio de uma abordagem mais interativa e diversificada.
Concluindo o simpósio, os participantes enfatizaram a necessidade de conectar o passado ao futuro, preservando a rica história da radiodifusão enquanto se adaptam às novas demandas do consumo de mídia. O evento destacou a importância da colaboração entre tecnologia e preservação para garantir que a memória cultural do Brasil continue a ser acessível e relevante.
