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O Banco de Brasília (BRB) anunciou alterações significativas em seu procedimento de aumento de capital, permitindo agora a aceitação de aportes parciais. Essa mudança visa facilitar a homologação de recursos, com um limite de até R$ 8,8 bilhões, que ainda necessitarão da autorização do Banco Central.

Novas Diretrizes para Aportes de Capital

Segundo comunicado oficial do BRB, essa nova abordagem possibilita que os valores aportados comecem a integrar o capital da instituição de forma gradual, sem comprometer as etapas subsequentes do processo. Antes, o banco precisava aguardar a conclusão total da captação antes de receber a aprovação final do Banco Central.

Alterações no Processo de Emissão de Ações

Em abril, os acionistas do BRB aprovaram um aumento de capital, no qual o governo do Distrito Federal, principal acionista com 53,7% das ações, está envolvido. O banco poderá emitir ações ordinárias e preferenciais, totalizando até R$ 8,81 bilhões, com cada ação sendo oferecida a R$ 5,36. Com essa operação, o capital social do BRB deverá crescer de R$ 2,344 bilhões para um mínimo de R$ 2,88 bilhões, podendo chegar a R$ 11,16 bilhões.

Prazo Estendido para Acionistas

Outra mudança importante é a prorrogação do prazo para a compra de novas ações por acionistas existentes. O BRB anunciou que essa data foi estendida até 3 de junho, assegurando que todos os acionistas, independentemente de exercerem ou não o direito de preferência, possam participar. Veja também: O que Comer Antes e Depois do Treino para Melhor Performance.

Desafios e Crise Institucional

O BRB enfrenta uma crise institucional severa, exacerbada pelo desdobramento da Operação Compliance Zero, que revelou um esquema de fraudes financeiras e resultou em um prejuízo estimado em mais de R$ 10 bilhões. A investigação levou à prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e ao afastamento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por suspeitas de corrupção.

Ação Judicial e Necessidade de Socorro

O governo do Distrito Federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) reivindicando um socorro financeiro do governo federal para o BRB. O objetivo é obter autorização para R$ 6,6 bilhões em empréstimos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Essa medida é crucial para que o BRB atenda às exigências do Banco Central e continue operando após as revelações das fraudes.

Na audiência realizada, o governo distrital também se comprometeu a apresentar contragarantias para o empréstimo, que incluirão possíveis deduções em repasses federais caso haja inadimplência.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br