© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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O governo brasileiro reafirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (29), que a definição e o combate ao crime no país são prerrogativas dos cidadãos brasileiros, respaldados por suas instituições, legislações e forças de segurança. O comunicado também aborda as tentativas da família Bolsonaro de solicitar intervenções estrangeiras.

Posicionamento do Governo sobre o Crime Organizado

No comunicado, o Palácio do Planalto destacou que as organizações criminosas, como o PCC e o CV, atuam em comunidades visando lucros por meio de atividades ilícitas, especialmente o tráfico de drogas e armas. O governo enfatizou que essa forma de crime não deve ser confundida com o terrorismo de motivação ideológica, política ou religiosa, que é uma preocupação internacional.

Resposta à Classificação dos EUA

Essa declaração surge como uma resposta à recente decisão dos Estados Unidos de classificar algumas organizações narcotraficantes brasileiras como terroristas. Especialistas apontam que essa medida pode ser um pretexto para uma intervenção indesejada no Brasil, afetando negativamente o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro nacional, além de iniciativas inovadoras como o sistema de pagamentos Pix.

Impactos das Medidas Unilaterais

O governo alertou que ações unilaterais, sem diálogo, podem enfraquecer os esforços de combate ao crime e colocar em risco a segurança de cidadãos não envolvidos em atividades criminosas. Além disso, essas medidas podem prejudicar o intercâmbio de informações entre as polícias e impactar negativamente o sistema financeiro brasileiro, que já enfrenta investigações relacionadas à sua competitividade.

Críticas à Família Bolsonaro

O Planalto criticou a família Bolsonaro por suas tentativas de provocar a administração de Donald Trump a respeito de uma intervenção. O governo expressou desapontamento com essas ações, que foram vistas como um retrocesso e uma ameaça à soberania nacional. O pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro, foi citado por ter solicitado diretamente a Trump a classificação das facções como terroristas.

Reconhecimento e Ações do Governo

O governo brasileiro reconheceu que facções como o PCC e o CV praticam atos de terrorismo em áreas onde residem muitos cidadãos, mas reiterou que essa violência é motivada por lucro, e não por ideologias. Recentemente, o governo aprovou uma legislação rigorosa para combater facções e milícias, com penas que podem chegar a 80 anos de prisão, e implementou o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, focado em desmantelar essas organizações criminosas em todas as suas estruturas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br