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Na quarta-feira, 3 de outubro, a bolsa brasileira enfrentou uma queda significativa, enquanto o dólar registrou um aumento expressivo, refletindo um panorama de aversão ao risco global. Fatores como as tensões no Oriente Médio e a possibilidade de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contribuíram para esse movimento.

Desempenho da Bolsa Brasileira

O índice Ibovespa, que representa as principais ações na B3, fechou em 170.330 pontos, marcando uma queda de 2,22%. Essa foi a maior desvalorização diária desde maio, e o índice chegou a tocar a mínima de 170.007 pontos durante o pregão. Em termos semanais, a bolsa acumulou uma queda de 1,99%, enquanto o crescimento em 2026 foi reduzido para 5,71%.

Fatores que Influenciaram a Queda

A deterioração do sentimento dos investidores foi impulsionada pela performance negativa das bolsas nos Estados Unidos, que interromperam um ciclo de recordes após o agravamento do conflito entre os EUA e o Irã. Além disso, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propôs tarifas adicionais sobre as exportações brasileiras, aumentando a preocupação com o comércio.

Movimentação do Dólar

O dólar comercial subiu 1,14%, encerrando a sessão a R$ 5,067, após alcançar uma máxima de R$ 5,09 durante o dia. A valorização do dólar foi impulsionada pela busca global por ativos considerados mais seguros e pela alta da moeda americana em relação a outras divisas emergentes, refletindo um cenário de aversão ao risco.

Impactos no Mercado de Câmbio

O real foi uma das moedas emergentes que mais se desvalorizou, influenciado pela saída de investimentos da bolsa brasileira e pela cautela dos investidores antes do feriado de Corpus Christi. Apesar da alta registrada, o dólar ainda acumula uma queda de 7,69% em relação ao real em 2026.

Tendências do Mercado de Petróleo

Os preços do petróleo também apresentaram alta, com o barril do Brent subindo 1,89% e encerrando a cotação a US$ 97,81. O aumento das incertezas sobre um possível acordo entre os EUA e o Irã, além dos conflitos no Estreito de Ormuz, contribuíram para a elevação nos preços. O mercado permanece atento a possíveis interrupções no fornecimento global, o que pode impactar a inflação.

Em suma, os recentes movimentos no mercado financeiro refletem um cenário global incerto, com investidores buscando segurança em meio a tensões geopolíticas e mudanças nas políticas comerciais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br