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Na manhã desta terça-feira, 9 de outubro, o Ministério Público de São Paulo deu início à Operação Infiltrados, com a intenção de apurar a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) entre agentes públicos. A investigação foca em atividades ilícitas como extorsões, violação de sigilos funcionais e a possível infiltração de membros da organização criminosa em instituições públicas.

Desdobramentos de Investigações Anteriores

A Operação Infiltrados é uma continuação das operações Pronta Resposta e Off White, contando com a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do 1º Batalhão de Ações da Polícia Civil e das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, em especial a de Campinas.

Ameaças e Conspirações

As investigações indicam que o PCC havia elaborado um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Gaeco. Um dos principais suspeitos de articular esse atentado se reuniu com um alto chefe da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) em Campinas, antes da operação que frustrou essa tentativa de homicídio, prevista para ocorrer em 2025. O encontro entre o criminoso e o servidor público foi registrado em vídeo.

Extorsão Interna e Colaboração de Servidores

Durante a operação, o MP também identificou um estagiário que estava envolvido em práticas de extorsão contra um integrante do PCC. Esse estagiário, que atuava em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas, conseguiu, com o auxílio de outros servidores, localizar um criminoso com considerável poder econômico. A partir disso, ele começou a extorquir dinheiro sob a promessa de proteção em investigações. Veja também: Receita Prática de Brigadeiro Gourmet em Casa.

Colaborações Comprometedoras

O estagiário contou com o apoio de um policial penal e de um ex-policial civil, que já havia sido expulso devido a crimes de extorsão, para realizar suas atividades ilícitas.

Ações Judiciais em Curso

Na data da operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além de três mandados de prisão temporária, nas cidades de Campinas e Cardoso. Essas ações visam desmantelar a infiltração do PCC nas instituições públicas e garantir a integridade das investigações em andamento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br