© Lula Marques/ Agência Brasil
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Na terça-feira, dia 15, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisará se Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, será condenado por coação no âmbito do processo relacionado a uma suposta trama golpista.

Contexto do Caso

O caso investiga as ações de Eduardo Bolsonaro, que teria tentado persuadir o governo dos Estados Unidos a implementar um tarifaço sobre as exportações brasileiras. Essa medida visava pressionar o STF a não condenar seu pai, Jair Bolsonaro.

Desdobramentos do Julgamento

O julgamento começará às 14h com a leitura do relatório pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, que resumirá as etapas do processo. Após a apresentação da acusação pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a defesa será realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

Acusações e Implicações

A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de realizar postagens e entrevistas com o intuito de ameaçar a imposição de sanções internacionais, o que, segundo a procuradoria, resultou em danos significativos às exportações brasileiras.

Consequências Legais

A pena para coação no curso do processo, conforme o Código Penal, varia de um a quatro anos de prisão. Além disso, a PGR solicitou a reparação financeira pelos prejuízos causados.

Defesa de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, não compareceu a notificações judiciais e, por isso, a DPU assumiu sua defesa. A defesa argumenta pela nulidade do processo, alegando que o ministro Moraes, como vítima das ações de Eduardo, não deveria presidir o julgamento.

Questões de Quorum

Outro ponto levantado pela defesa é a composição do tribunal. Com apenas quatro ministros presentes, a DPU sugere que um membro da Segunda Turma seja convocado para garantir um quórum adequado.

A decisão do STF será um marco importante, não apenas para Eduardo Bolsonaro, mas também para a análise do impacto de ações políticas sobre as relações internacionais do Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br