© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Hoje, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em São Paulo para reivindicar a legalização da maconha. O protesto ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde os participantes expressaram sua insatisfação com a criminalização da planta e seus impactos sociais.

Marcha pela Legalização da Cannabis

A 18ª Marcha da Maconha contou com a presença de apoiadores, ativistas e diversas organizações que promovem o debate sobre a regulamentação da cannabis no Brasil. Os manifestantes ressaltaram que a proibição da maconha sobrecarrega o sistema prisional e prejudica o acesso a tratamentos medicinais, que incluem pacientes pediátricos sob prescrição médica.

Diversidade entre os Participantes

O evento, realizado na Avenida Paulista, atraiu um público variado, incluindo idosos, pais com filhos e jovens adultos. Muitos portavam camisetas e cartazes que questionavam as restrições ao uso de medicamentos à base de cannabis, com mensagens impactantes, como “Maconha não mata, mas o feminicídio, sim”.

Entre os participantes, estava Stephanie Oliveira, uma professora de educação infantil que participou da marcha pela primeira vez. Ela compartilhou que sua mãe utiliza cannabis medicinal para tratar problemas de sono e dor nas costas. Apesar de hesitar em postar sobre o evento nas redes sociais por medo de julgamentos, Stephanie decidiu que a causa era importante o suficiente para ser divulgada. Veja também: Como Proteger Seus Dados na Internet: Dicas e Ferramentas Eficazes.

Desafios da Regulamentação da Cannabis

Segundo dados da Kaya Mind, uma das principais organizações brasileiras focadas em cannabis, cerca de 50 mil pessoas no país utilizam produtos derivados da planta para tratamento. A pesquisa enfatiza que a falta de aceitação social e a resistência à regulamentação dificultam a ampla disponibilidade de produtos canábicos, limitando o acesso principalmente aos que têm maior poder aquisitivo.

Além disso, um estudo da Bliss Data 2026 revela que as mulheres entre meia-idade e início da velhice formam o principal grupo de usuários de cannabis medicinal, indicando uma necessidade crescente de discussão e aceitação sobre o tema na sociedade.

Em suma, a marcha de hoje não apenas destacou a luta pela legalização da maconha, mas também evidenciou a importância do diálogo sobre sua utilização medicinal e os direitos dos usuários, sublinhando a necessidade de avançar nas discussões relacionadas à regulamentação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br