© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidida na última sexta-feira. Essa medida continua a vigorar sob um regime de monitoramento rigoroso.

Condições da Prisão Domiciliar

Bolsonaro permanecerá sob vigilância por meio de tornozeleira eletrônica. As visitas ao ex-presidente só serão permitidas com autorização prévia do ministro. Além disso, ele está proibido de utilizar celular e acessar redes sociais, mesmo que indiretamente, e não pode gravar vídeos para plataformas online.

Segurança e Monitoramento

A Polícia Militar do Distrito Federal será responsável pela segurança do local onde Bolsonaro reside, garantindo que não ocorra nenhuma tentativa de fuga.

Contexto Legal e Penalidades

No ano anterior, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por sua participação em uma trama golpista. Após uma cirurgia, ele obteve autorização para cumprir uma pena domiciliar temporária de 90 dias, que teve início em 27 de março e se encerrou em 25 de maio. Veja também: Aplicativos de Produtividade que Valem a Pena: Melhore Seu Dia a Dia.

Apreensão de Armas

Em paralelo, Moraes determinou a suspensão do porte de armas de Bolsonaro e a apreensão de dez armas registradas em seu nome. A defesa do ex-presidente tem 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal. Esta decisão foi influenciada pela apreensão de uma arma pertencente a um dos seguranças de Bolsonaro.

Avaliação da Conduta

Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado Bolsonaro, considerando a legalidade da arma, o ministro Moraes decidiu pela apreensão, ressaltando que qualquer violação das condições de sua prisão domiciliar resultará em sua volta ao regime fechado.

Falta Grave

Moraes reconheceu que não houve falta grave por parte de Bolsonaro em relação ao incidente da arma, o que impediria sua transferência para um presídio. O ministro argumentou que, na ausência de faltas durante a prisão domiciliar, não existem fatores que justifiquem a revogação da medida.

Por fim, não foi estabelecido um prazo específico para o término da prisão domiciliar, mantendo a situação do ex-presidente em revisão contínua.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br