© Edmar Paz/Divulgação
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Um novo estudo revela que o barulho causado por motores de embarcações e a movimentação de turistas afeta significativamente a comunicação sonora entre peixes, resultando em consequências prejudiciais para sua alimentação, reprodução e defesa de território. A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e publicada na revista Neotropical Ichthyology, destaca os riscos da poluição sonora para a saúde dos ecossistemas marinhos, especialmente os recifes de corais.

A Pesquisa e Seus Descobrimentos

O estudo foi realizado em duas localidades turísticas de Pernambuco: as praias de Carneiros e Tamandaré, selecionadas por suas características distintas e alta frequência de visitantes. Os pesquisadores monitoraram os sons emitidos pelos peixes e os ruídos provocados pela atividade humana, utilizando um sistema de gravação subaquática que coletou dados durante 80 horas.

Resultados da Análise

Os resultados indicaram uma clara diminuição na emissão de sons pelos peixes em áreas mais expostas ao barulho humano. Esta redução se deve ao fenômeno do ‘mascaramento acústico’, onde os sons dos motores dificultam a detecção dos chamados dos peixes. Os pesquisadores notaram que três tipos de sons deixaram de ser emitidos em locais com alta presença de turistas, o que sugere uma adaptação ou alteração comportamental em resposta ao ruído.

Importância da Comunicação Sonora

Os peixes utilizam sons para diversas funções vitais, como a reprodução e a defesa de território. A interrupção dessa comunicação pode afetar negativamente seu comportamento e a dinâmica dos ecossistemas marinhos. A pesquisa identificou nove tipos de sons distintos emitidos pelos peixes, que são cruciais para a sua interação social e sobrevivência.

Consequências e Relevância Ecológica

Os peixes desempenham papéis essenciais na saúde dos recifes de corais, influenciando a manutenção do ecossistema e a produtividade ambiental. A poluição sonora não só compromete a comunicação entre as espécies, mas também pode impactar atividades econômicas locais, como turismo e pesca artesanal. A proteção dos ambientes marinhos, portanto, é fundamental não apenas para a biodiversidade, mas também para a economia das regiões que dependem desses ecossistemas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br