No segundo trimestre de 2023, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,4%, marcando o nível mais baixo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Esse resultado representa uma redução em comparação ao primeiro trimestre deste ano, quando a taxa era de 6,1%, e também em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 5,8%.
Desempenho do Mercado de Trabalho
Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que no segundo trimestre o Brasil contabilizou 103,1 milhões de trabalhadores ocupados, um aumento de 1,081 milhão em relação ao trimestre anterior. O número de desocupados caiu para 5,9 milhões, representando uma diminuição de 10% ou 718 mil pessoas em comparação ao primeiro trimestre.
Setores que Mais Criaram Vagas
Entre os setores que mais contribuíram para a criação de novas vagas, destacam-se:
– Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (235 mil novas posições) – Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (489 mil novas posições)
Perfil dos Trabalhadores e Rendimento
Durante o período de abril a junho, a Pnad revelou que havia 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem. A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores sem registro, foi de 37,4%. O rendimento médio dos trabalhadores alcançou R$ 3.738, o maior já registrado em um segundo trimestre, embora inferior ao valor do primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765.
Metodologia da Pesquisa
A Pnad analisa o mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, considerando diversas formas de ocupação, sejam elas formais ou informais. Para ser classificada como desocupada, a pessoa deve ter buscado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, que envolve visitas a cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Comparativos Históricos e Outros Indicadores
Historicamente, a menor taxa de desemprego registrada pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025, enquanto a maior taxa foi de 14,9%, observada em dois momentos críticos durante a pandemia de COVID-19. A divulgação da Pnad ocorre em um contexto onde outros indicadores, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também refletem o mercado de trabalho. Em junho de 2026, o Caged apontou um saldo positivo de 145,2 mil novas vagas formais, totalizando 921,7 mil postos criados ao longo do ano.
