Um total de 740 militares do Brasil e de cinco nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) concluíram hoje, em Foz do Iguaçu (PR), a edição de 2026 do Exercício Felino. Este treinamento militar conjunto, que teve início em 2000, visa aprimorar a prontidão das Forças Armadas para operações de paz.
Objetivos e Importância do Exercício Felino
O Exercício Felino é coordenado pelo Ministério da Defesa e tem como foco a simulação de respostas rápidas em situações de instabilidade e conflitos armados. Este ano, além dos quase 700 militares brasileiros, participaram 38 militares de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
Contribuições para a Cooperação Internacional
De acordo com o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, que liderou a atividade, o exercício serve não apenas para a preparação militar, mas também para fortalecer a cooperação internacional e os laços de defesa entre os países participantes. Esse tipo de treinamento é crucial para capacitar os militares brasileiros a atuarem em missões de paz sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU).
Atividades Realizadas Durante o Exercício
As atividades do Exercício Felino incluíram manobras focadas na desativação de artefatos explosivos, proteção de civis, e mitigação de ameaças químicas. Além disso, abordaram novas tendências em conflitos armados, assistência humanitária a refugiados e medidas de prevenção contra exploração e abuso sexual.
Mobilização e Estrutura do Exercício
As operações, que começaram no dia 10, mobilizaram 119 viaturas (22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea), além de oito embarcações e duas aeronaves. O próximo Exercício Felino está agendado para 2027 no Timor-Leste, expandindo ainda mais a colaboração entre as nações da CPLP.

