© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Nesta segunda-feira, 24 de outubro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em colaboração com institutos de perícia federais e estaduais, deu início à quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA. Esta campanha visa encorajar familiares de pessoas desaparecidas a fornecerem amostras de material genético, facilitando assim a identificação e localização dessas pessoas.

Objetivos da Mobilização

A coleta de DNA é essencial para ajudar a resolver casos de desaparecimento. A iniciativa se estenderá até sexta-feira, 28 de outubro, e contará com 342 postos de coleta em todo o Brasil, incluindo o Palácio da Justiça em Brasília. Embora a mobilização tenha um prazo específico, as doações de DNA podem ser realizadas a qualquer momento em laboratórios e institutos de perícia credenciados.

Quem Pode Participar

O Ministério recomenda que a coleta de DNA seja feita por parentes diretos da pessoa desaparecida, seguindo uma ordem preferencial: pais biológicos, filhos biológicos, outros genitores e irmãos. Crianças também podem participar, desde que acompanhadas por um responsável legal, e as doações são aceitas independentemente do local onde ocorreu o desaparecimento.

Como Realizar a Doação

O processo de doação é simples e rápido. O material genético pode ser coletado de duas maneiras: utilizando um cotonete para esfregar o interior da boca ou através da coleta de uma gota de sangue do dedo do doador. Para realizar a doação, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência relacionado ao desaparecimento.

Uso do Material Coletado

As amostras de DNA coletadas são estritamente destinadas à identificação de pessoas desaparecidas. O DNA dos parentes será comparado com os registros de indivíduos não identificados, vivos ou falecidos, armazenados em bancos de dados. Caso haja uma correspondência, um laudo oficial será preparado e enviado à delegacia responsável, que então notificará a família.

Conclusão

A mobilização nacional para a coleta de DNA representa um passo significativo na busca por justiça e resolução de casos de desaparecimento. A participação ativa dos familiares é essencial para que possamos avançar na identificação e localização dessas pessoas, trazendo esperança e alívio para as famílias afetadas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br