© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou uma proposta de tese jurídica para orientar os julgamentos relacionados ao uso indevido de deep fake nas redes sociais durante o período eleitoral. Essa iniciativa surge em um contexto em que a manipulação digital pode comprometer a integridade das campanhas.

A Natureza das Deep Fakes e a Proposta de Mendonça

As deep fakes consistem em conteúdos artificiais criados com a intenção de prejudicar a imagem de candidatos. Essas práticas são explicitamente proibidas pelo TSE, que visa proteger a veracidade das informações eleitorais. Mendonça argumenta que é crucial distinguir entre o conteúdo gerado por inteligências artificiais e os casos de deep fake, garantindo assim a segurança jurídica nas decisões da Corte.

Definição e Implicações

Em sua proposta, Mendonça define deep fake como qualquer conteúdo sintético que, por meio de manipulação digital de áudio ou vídeo, tenha um grau de realismo que possa enganar o público quanto à autenticidade das informações transmitidas. Este entendimento é fundamental para a regulamentação e aplicação de penalidades em casos de desinformação.

Discussões Recentes e Regras do TSE

Recentemente, os ministros do TSE se reuniram para discutir estratégias de combate às deep fakes nas campanhas eleitorais. Convocada pelo presidente Kassio Nunes Marques, a reunião visou estabelecer diretrizes claras sobre como o tribunal deve atuar frente a essa nova ameaça. Embora o encontro tenha sido fechado, há expectativas de que as deliberações resultem em ações concretas nas próximas sessões.

Normas Sobre Inteligência Artificial

Em março, o TSE já havia aprovado regulamentações sobre o uso de inteligência artificial durante as eleições. As regras proíbem que provedores de IA sugiram candidatos aos eleitores, visando preservar a autonomia nas escolhas. Além disso, a Corte reafirmou a responsabilidade dos provedores de internet em remover perfis falsos e conteúdos ilegais, estabelecendo um compromisso com a integridade do processo eleitoral.

A abordagem do TSE sobre deep fakes e o uso de tecnologias digitais nas eleições reflete uma preocupação crescente com a veracidade das informações e a proteção dos direitos dos eleitores, buscando garantir um ambiente eleitoral mais justo e transparente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br