© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Compartilhe essa Matéria

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma queda de -0,40% em agosto, marcando a menor taxa desde agosto de 2022, quando o índice foi de -0,73%. Essa redução é impulsionada principalmente pelo desconto do Bônus de Itaipu na conta de luz e pela diminuição dos preços dos alimentos.

Dados do IPCA-15

Divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados mostram que, nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou uma inflação de 4,24%. Em comparação, o mês anterior apresentou uma inflação de 0,06%.

Impactos por Setores

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, cinco registraram deflação em agosto. A seguir, estão os principais setores e suas respectivas variações:

Setores com Deflação

1. Alimentação e Bebidas: -0,57% (impacto de -0,12 p.p.) 2. Habitação: -1,41% (-0,22 p.p.) 3. Vestuário: -0,20% (-0,01 p.p.) 4. Transportes: -1% (-0,20 p.p.) 5. Comunicação: -0,02% (0 p.p.)

Principais Contribuições para a Queda

A energia elétrica residencial foi o principal responsável pela deflação, com uma queda de 6,25%. Além disso, o grupo de alimentação e bebidas viu uma redução de 0,97% nos preços, com destaque para os seguintes produtos: – Tomate: -27,38% – Batata-inglesa: -25,14% – Cenoura: -17,05% – Café moído: -2,31%

Mudanças no Setor de Transportes

O setor de transportes também apresentou deflação, em grande parte devido à queda de 13,30% nas passagens aéreas. Os combustíveis, como a gasolina (-1,23%) e o etanol (-3,63%), também contribuíram para essa redução.

Comparação com o IPCA

O IPCA-15 é frequentemente comparado ao IPCA, que é o índice oficial de inflação utilizado na política econômica do governo. Ambos seguem metodologias semelhantes, mas diferem na coleta de dados e na abrangência geográfica. O IPCA-15 é coletado antes do fim do mês e cobre 11 localidades, enquanto o IPCA é mais abrangente, incluindo 16 regiões.

Expectativas Futuras

A próxima divulgação do IPCA referente a agosto está prevista para 11 de setembro. O Boletim Focus, publicado pelo Banco Central, sugere que o mercado espera uma inflação mensal de -0,18%.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br