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Um estudo recente destaca uma preocupação alarmante: muitos pacientes de esclerose múltipla enfrentam longas esperas para obter um diagnóstico preciso. Realizada pela HSR Health em colaboração com a Roche Farma, a pesquisa revelou que aproximadamente 25% dos entrevistados aguardam mais de cinco anos para receberem a confirmação da doença. A divulgação dos resultados foi feita pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) durante o mês de conscientização sobre a condição.

Dados da Pesquisa

O estudo envolveu 368 pacientes em tratamento no Brasil e revelou que mais da metade (56,8%) havia recebido diagnósticos errôneos antes da confirmação da esclerose múltipla. Além disso, 26,6% dos participantes enfrentaram um período superior a cinco anos até o diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais desde o início dos sintomas até a confirmação da doença.

Importância da Diagnóstico Ágil

A rapidez no diagnóstico é crucial para evitar danos permanentes, conforme explica o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia da UFMG. Ele alerta que, com o tempo, danos irreversíveis podem se acumular, levando à progressão da incapacidade dos pacientes. O estudo aponta que, em média, os pacientes consultam até quatro médicos diferentes e levam cerca de três anos para receber um diagnóstico correto.

Desafios no Caminho do Diagnóstico

As barreiras para um diagnóstico rápido são variadas. Para 36% dos entrevistados, a principal dificuldade está relacionada à atuação dos médicos e profissionais de saúde. Outros 23% mencionaram a complexidade e custo dos exames, como a ressonância magnética. Além disso, 18% atribuíram a demora ao próprio processo de diagnóstico, enquanto 12% destacaram custos financeiros como um obstáculo.

Entendendo a Esclerose Múltipla

Atualmente, cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente mulheres jovens entre 20 e 40 anos. Essa doença autoimune ataca a mielina, a camada protetora das fibras nervosas, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo, o que pode resultar em sérios impactos na mobilidade, saúde mental e qualidade de vida.

Histórias de Superação

O relato de Lucimara de Lima Santana, uma educadora física de 44 anos, ilustra a luta enfrentada por muitos pacientes. Após quatro anos visitando diferentes especialistas sem um diagnóstico claro, ela finalmente recebeu a confirmação da esclerose múltipla após exames detalhados. A experiência de Lucimara destaca não apenas a complexidade do diagnóstico, mas também as dificuldades diárias que os pacientes enfrentam, como fadiga extrema e limitações físicas.

Esses relatos e dados ressaltam a necessidade urgente de estratégias que melhorem a detecção e o tratamento da esclerose múltipla, garantindo que mais pacientes recebam o apoio necessário em tempo hábil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br