O Imposto Seletivo (IS), também conhecido como ‘imposto do pecado’, foi introduzido pela recente reforma tributária e tem previsão de arrecadar R$ 41,9 bilhões até 2027. Essa estimativa foi apresentada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) encaminhado ao Congresso.
Objetivos e Produtos Abrangidos
O Imposto Seletivo incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, incluindo:
• Cigarros e produtos derivados do tabaco; • Bebidas alcoólicas; • Refrigerantes e bebidas açucaradas; • Veículos com base em suas emissões de poluentes; • Extração de minerais; • Loterias e apostas; • Jogos de fantasy sports.
Regulamentação e Implementação
Embora a cobrança do imposto esteja prevista para iniciar em 2027, sua regulamentação ainda depende de aprovação legislativa. O governo ainda não apresentou uma proposta detalhada sobre como o tributo funcionará na prática.
Impactos no Setor de Saúde
A justificativa para a criação do Imposto Seletivo se fundamenta em dados sobre os custos associados ao consumo dos produtos taxados. O Ministério da Saúde aponta que o uso de álcool resultou, em 2019, em R$ 18,8 bilhões em gastos, enquanto o tabagismo gerou cerca de R$ 153,5 bilhões em custos relacionados à saúde.
Desafios e Críticas
Setores impactados, como o de bebidas e tabacos, manifestam preocupações com o aumento da carga tributária já significativa no Brasil. Eles alertam que taxas excessivas podem levar ao aumento de preços, demissões e crescimento do mercado ilegal. Por outro lado, o governo defende que o Imposto Seletivo ajudará a regular o consumo de produtos nocivos.
Conclusão
A previsão de arrecadação do Imposto Seletivo representa um passo significativo para a reforma tributária no Brasil, com implicações diretas sobre a saúde pública e a sustentabilidade fiscal do país. A implementação gradual, prevista até 2033, exigirá um equilíbrio cuidadoso entre arrecadação e os impactos sociais e econômicos.

