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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal (PF) inicie investigações sobre uma série de ataques a imagens religiosas católicas que vêm ocorrendo em diversas partes do Brasil.

Contexto dos Ataques

Dino tomou essa decisão após receber múltiplas denúncias relacionadas a ataques a imagens de santos, inclusive dentro de igrejas. Essa situação se intensificou após sua decisão de permitir a divulgação de publicações críticas a uma proposta de remoção de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

Casos Notificados

No despacho, o ministro mencionou 11 incidentes reportados nos últimos meses, com ocorrências em cidades como Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina, Rio Grande, Esmeraldas, Jauru, Santo Amaro e Novo Progresso. Esses eventos refletem um padrão preocupante de ataques a imagens religiosas.

Natureza dos Crimes

Dino destacou que os incidentes evidenciam possíveis crimes, incluindo ultraje a culto, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, além de injúria qualificada e ameaça. Ele enfatizou a necessidade de um monitoramento rigoroso, dada a gravidade da situação.

Ação da Polícia Federal

O ministro justificou a atuação da PF pela extensão interestadual dos ataques e a necessidade de uma resposta uniforme, considerando também a natureza dos crimes como violação dos direitos humanos. Ele ainda pediu que a Procuradoria-Geral da República se envolvesse no caso.

Polêmica Envolvendo Nossa Senhora Aparecida

Recentemente, Flávio Dino também esteve no centro de uma controvérsia sobre a proposta de destituição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Essa discussão ganhou força após alegações de que grupos associados ao presidenciável Flávio Bolsonaro estariam planejando essa ação, o que o candidato negou veementemente.

Desdobramentos Judiciais

Diante das polêmicas, o candidato pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção de postagens que o vinculavam a ataques à imagem da santa. O ministro André Mendonça, do TSE, acatou o pedido, mas Dino reverteu a decisão em favor da liberdade de expressão. Posteriormente, Luiz Fux, relator de uma ação no STF, suspendeu a decisão de Dino, restabelecendo a ordem anterior.

Esses eventos ilustram a complexidade e a relevância do debate sobre a liberdade de expressão e a proteção das tradições religiosas no Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br