A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou que o fenômeno El Niño de 2023 está prestes a se intensificar, com expectativa de atingir seu pico em dezembro deste ano. Além disso, as projeções indicam quase 100% de certeza de que suas consequências se estenderão até fevereiro de 2027.
Previsões e Impactos do El Niño
Conforme o boletim divulgado, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que este pode ser um dos El Niños mais intensos desde 1950. As temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical devem alcançar recordes, com um aumento esperado de até 3,7 graus Celsius acima da média entre outubro e dezembro.
Comparação com Anos Anteriores
Esse aumento é consideravelmente superior ao recorde anterior de 2,6°C, que foi registrado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016. Celeste Saulo mencionou que o oceano, a partir do qual o calor é extraído, está mais quente do que qualquer medição anterior, tornando a liberação de calor mais intensa.
Efeitos Globais do El Niño
O El Niño representa a fase quente do ciclo El Niño-Oscilação Sul, um fenômeno que afeta o clima global, provocando um aumento nas temperaturas médias e alterando os padrões de precipitação. Essas alterações podem resultar em secas severas em algumas regiões e chuvas intensas em outras, ocorrendo geralmente a cada dois a sete anos.
Consequências para a Saúde e o Clima
Um estudo recente do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago alertou que o atual ‘super El Niño’ pode levar a um aumento de até 451 mil mortes em todo o mundo entre junho de 2023 e fevereiro de 2027, destacando a gravidade dos impactos climáticos que esse fenômeno pode causar.
Com as temperaturas médias globais alcançando 16,96°C em agosto, empatando com julho de 2023 como os meses mais quentes já registrados, é fundamental que a comunidade global esteja atenta às implicações do El Niño e se prepare para suas consequências.



