Recentemente, Cuba celebrou a aprovação de uma resolução na Assembleia Geral da ONU que condena o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, uma medida que persiste há mais de 60 anos. Embora o resultado tenha sido o menos favorável em três décadas, o embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, considerou a votação uma vitória significativa para a nação.
Resultados da Votação na ONU
Na votação realizada no dia 29 de outubro, 130 países apoiaram a resolução, enquanto 17 votaram contra e 25 se abstiveram. Este foi o menor número de votos favoráveis em 30 anos, refletindo a influência das recentes políticas da administração Trump, que tentou persuadir aliados a rejeitar a proposta.
Alterações no Apoio Internacional
Entre os países que se opuseram à resolução, estavam Argentina, Colômbia, e Israel, além dos EUA. Nota-se uma mudança significativa no apoio, com várias nações latino-americanas, que historicamente votavam a favor de Cuba, optando por se abster ou votar contra.
O Impacto do Bloqueio Econômico
O embaixador Palomo ressaltou que o bloqueio não é apenas uma questão política, mas também um problema de saúde pública. Ele citou a morte de mais de 1.500 crianças em Cuba devido à falta de medicamentos e insumos essenciais, resultado direto das restrições impostas pelos EUA. A mortalidade infantil, por exemplo, dobrou entre 2025 e 2026, evidenciando os efeitos devastadores da política de sanções.
Consequências Humanitárias
O bloqueio tem causado uma grave crise humanitária, afetando o acesso a serviços básicos e aumentando a vulnerabilidade da população. Palomo lamentou que as sanções secundárias impõem penalidades a empresas que negociam com Cuba, resultando em contêineres de produtos essenciais parados em portos ao redor do mundo.
Visão Global sobre o Bloqueio
O embaixador cubano também argumentou que o bloqueio é uma questão que transcende Cuba, representando um risco para a soberania de outros países. Ele alertou que, se não for contestado, o modelo de controle dos EUA sobre a América Latina pode se expandir, afetando nações que buscam relações comerciais com potências como a China.
Os Efeitos Econômicos do Bloqueio
Desde o retorno de Trump ao governo em 2025, as sanções contra Cuba se intensificaram, causando interrupções significativas no fornecimento de petróleo e resultando em apagões de até dez horas em Havana. Além disso, a redução de voos internacionais e a saída de empresas do setor turístico têm agravado ainda mais a situação econômica da ilha.
A recente votação na ONU e as declarações do embaixador destacam a complexidade da política internacional e as implicações do bloqueio econômico sobre a vida dos cubanos, enfatizando a necessidade de um diálogo mais construtivo em relação a Cuba.