No município de Miracatu, no Vale do Ribeira, mulheres artesãs vêm transformando a fibra de bananeira em peças 100% manuais. A prática artesanal não apenas mudou suas vidas, mas também as conectou com a natureza e com uma rede de empreendedorismo local. Léia Alves, uma dessas mulheres, destaca que o ofício de artesã é uma forma de empreender em parceria com a natureza, encontrando na região técnicas ancestrais de extração e trançado das fibras de bananeira.
O Empreendedor Artesão em Miracatu
Léia Alves, ao chegar a Miracatu, descobriu a Banarte, associação local que preserva essas técnicas tradicionais. Nesse espaço, novas artesãs são capacitadas para adentrar no mercado, integrando o Programa Empreendedor Artesão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Esse programa estadual oferece qualificação, orientação para formalização e acesso a linhas de crédito, ampliando as oportunidades para essas mulheres empreenderem e conquistarem autonomia financeira.
A Arte de Transformar a Fibra de Bananeira
A extração das fibras da bananeira é um processo manual que começa no campo, após a colheita do cacho de banana. O caule da bananeira é a matéria-prima, composto por diversas camadas que oferecem cinco tipos de fibras distintas. Essas fibras são extraídas e desidratadas manualmente, sustentando toda a cadeia produtiva da associação, que envolve diretamente 20 artesãs e cerca de 50 famílias da zona rural.
Programa Empreendedor Artesão: Oferecendo Suporte
O Programa Empreendedor Artesão visa fortalecer a atividade artesanal oferecendo suporte em três pilares principais. O primeiro é a formalização, com a emissão da Carteira do Artesão em nível estadual e nacional, orientação para negócios formais e atendimento itinerante. O segundo pilar é a qualificação, por meio de cursos presenciais e online, capacitação técnica e inclusão digital. Por fim, o programa oferece acesso ao crédito, com linhas de financiamento facilitadas para ampliação e modernização dos negócios artesanais.
