O Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou sua posição contrária às recentes alterações na Lei da Ficha Limpa, que regula a elegibilidade de políticos condenados. Na votação realizada nesta terça-feira, o ministro Luiz Fux se juntou à relatora Cármen Lúcia, resultando em um placar de 2 votos a 0 contra as modificações propostas pelo Congresso.
Contexto da Votação
A discussão em torno da Lei da Ficha Limpa surge em meio ao julgamento de uma ação da Rede Sustentabilidade, que questiona a Lei Complementar 219 de 2025. Essa lei introduziu mudanças significativas, como a unificação do prazo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações de improbidade administrativa, que foi fixado em 12 anos.
Impactos das Mudanças Propostas
As alterações sugeridas poderiam permitir a candidatura de figuras políticas como José Roberto Arruda, Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral. Além disso, a nova legislação propõe que o prazo de inelegibilidade de oito anos comece a contar a partir da condenação, ao invés de após o cumprimento da pena, como é atualmente. Veja também: O que é 5G e como vai mudar o cotidiano das pessoas.
Próximos Passos
O julgamento virtual da questão continuará até sexta-feira (29), com a expectativa de que os votos de outros oito ministros sejam proferidos até lá. A decisão da Corte pode ter um impacto significativo na política nacional e na definição das regras de elegibilidade.

