O mercado financeiro nacional apresentou um desempenho robusto nesta segunda-feira, com a bolsa de valores e o câmbio registrando movimentos favoráveis. O Ibovespa, principal indicador da B3, aproximou-se da marca de 145 mil pontos, alcançando seu patamar mais elevado desde o início do mês. Paralelamente, a moeda americana encerrou o dia cotada abaixo de R$ 5,40, fato que não se via há 11 dias.
O dólar comercial encerrou o dia valendo R$ 5,371, refletindo uma queda de R$ 0,034, equivalente a 0,63%. Essa foi a quarta sessão consecutiva de desvalorização da divisa. O ponto mais baixo do dia foi registrado por volta das 11h15, quando a cotação atingiu R$ 5,36.
A atual cotação representa o menor valor desde 9 de outubro, período anterior às declarações do então presidente dos Estados Unidos sobre possíveis aumentos de tarifas para a China, em meio a discussões sobre a abertura do mercado de minerais raros. No acumulado do ano, o dólar já registra uma queda de 13,09%.
O mercado de ações também exibiu um desempenho positivo. O Ibovespa encerrou o dia com 144.509 pontos, representando uma alta de 0,77%. Esse é o maior nível desde o dia 1º, impulsionado pelo bom desempenho de ações de empresas dos setores de mineração e bancário.
Este movimento foi influenciado por fatores tanto domésticos quanto internacionais. No âmbito nacional, o otimismo dos investidores foi alimentado por notícias positivas envolvendo grandes empresas e pela revisão para baixo das projeções de inflação divulgadas no Boletim Focus do Banco Central. Já no cenário externo, sinais ligeiramente melhores da economia chinesa contribuíram para aumentar o apetite por risco.
A trajetória de queda do dólar foi influenciada, em grande parte, pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o país permanece atrativo para investidores estrangeiros, sobretudo diante da expectativa de cortes nas taxas de juros no mercado americano.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
