G1
Compartilhe essa Matéria

A Prefeitura de Piracicaba, interior de São Paulo, decretou o reconhecimento de interesse social nos quatro terrenos privados que compreendem a Comunidade Renascer, onde residem cerca de 700 famílias. A medida, oficializada nesta terça-feira (21), impede a reintegração de posse agendada para novembro, motivada por uma ação judicial movida pelos proprietários das áreas.

A decisão judicial previa que a administração municipal buscasse soluções de moradia para os habitantes da comunidade, um desafio que a prefeitura alega não poder cumprir em tempo hábil. No entanto, a administração municipal declarou estar em negociação com o governo federal para ampliar a oferta de moradias populares na região.

Segundo a prefeitura, o próximo passo é negociar um acordo com os proprietários dos terrenos, visando a realização de melhorias e a regularização da área, transformando-a em um bairro legalizado. O decreto abre caminho para a indenização dos donos das propriedades.

A defesa das famílias, representada por Caio Garcia, vê a medida como um reconhecimento da importância social da área ocupada. “O decreto de interesse social, que inicia o processo de desapropriação e regularização da Comunidade Renascer, é resultado de anos de mobilização popular”, afirmou Garcia. “Hoje, o poder público reconhece a função social do território e a legitimidade de quem construiu casa, vizinhança e vida. É um passo histórico. A Renascer venceu porque o povo não desistiu e seguirá vigilante para que o decreto vire direitos concretos, sem ninguém ficar para trás”.

Moradores da Comunidade Renascer haviam protestado recentemente, cobrando uma alternativa habitacional da prefeitura. Na ocasião, o governo municipal declarou estar estudando uma solução legal para o caso.

Em nota, a prefeitura informou que a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária tem buscado alternativas para a situação, respeitando os processos legais. O secretário da área, Álvaro Saviani, destacou que o prefeito tem acompanhado a situação de perto e solicitou que sejam estudadas alternativas dentro do processo legal que beneficiem tanto as famílias quanto os proprietários das áreas.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia suspendido a reintegração de posse de uma das áreas da Comunidade Renascer, atendendo a um pedido da defesa das famílias, que alegou o não cumprimento de exigências mínimas, como o georreferenciamento da área e o cadastro social dos moradores. A defesa das famílias solicitou que a suspensão fosse estendida às demais áreas.

Fonte: g1.globo.com

Você Também Pode Gostar

Meningite se alastra na baixada santista: casos disparam e mortes preocupam

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaA Baixada Santista, no litoral paulista, enfrenta um surto de…

Jovem morre atropelada por motorista suspeita de embriaguez em são paulo

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaJovem de 25 anos perdeu a vida em um trágico…

Prefeito de campo limpo paulista gera indignação ao ridicularizar paciente com câncer

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaO prefeito de Campo Limpo Paulista, Adeildo Nogueira, provocou forte…

Polícia civil desmantela rede de tráfico e prende seis em bom jesus dos perdões

Compartilhe essa Matéria
Compartilhe essa MatériaUma operação da Polícia Civil resultou na prisão de seis…