Oito homens estão sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo por suposto envolvimento em um plano orquestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor Lincoln Gakyia e o coordenador dos presídios do interior paulista, Roberto Medina.
Cinco dos investigados foram detidos entre julho e setembro, acusados de tráfico de drogas. A descoberta do plano contra as autoridades ocorreu a partir da prisão desses indivíduos e da análise de seus telefones celulares. O serviço de inteligência policial obteve informações sobre a intenção dos criminosos de atacar Gakiya e Medina.
Na sexta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de outros três suspeitos. Um deles foi preso em flagrante por posse ilegal de drogas durante a operação conjunta do MP e da polícia.
Os cinco presos identificados são: Jefferson Douglas Braz Santana, conhecido como “Proibido,” suspeito de monitorar o promotor Lincoln; Diego da Silva Lima, apelidado de “Lima,” também investigado por supostamente vigiar Lincoln; Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, chamado de “Corinthinha,” que teria recebido mensagens com informações sobre o diretor de presídios Medina; Victor Hugo da Silva, o “Falcão,” cujo celular continha mensagens, fotos e vídeos que o ligam ao plano de execução de Medina; e Sergio Garcia da Silva, o “Messi,” apontado como um dos responsáveis por monitorar o diretor dos presídios.
Os mandados de busca e apreensão foram executados em sete cidades paulistas.
Os três investigados que tiveram seus imóveis vasculhados são: Luiz Guilherme Lima da Silva, o “Portuga,” que responde ao processo em liberdade e teria mantido contato com “Messi” para dar continuidade ao plano; Thiago da Silva, preso em flagrante por tráfico de drogas, flagrado com três quilos de cocaína em sua residência, e que, segundo a polícia, negociou a compra de um fuzil em nome do PCC, mantendo ligação com “Messi” e “Portuga”; e Adilson Audinir Oliveira Júnior, o “Ju Machado,” que responde em liberdade e é investigado por manter contato com “Messi” para participar do plano contra as autoridades.
A Justiça determinou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos suspeitos para investigar o possível envolvimento de outras pessoas no esquema.
O promotor Lincoln Gakyia revelou que o plano para assassiná-lo, juntamente com Roberto Medina, também estava relacionado ao assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em setembro. Segundo Gakyia, a ordem para matá-lo e Medina partiu de dentro dos presídios.
As investigações apontam que os suspeitos alugaram uma casa a menos de um quilômetro do condomínio onde o promotor reside. O local era usado para reuniões e como ponto de distribuição de drogas. Os investigadores suspeitam que os criminosos planejavam atacar o promotor no trajeto entre sua casa e o trabalho, em Presidente Prudente.
Fonte: g1.globo.com

