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Além do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador dos presídios do interior paulista, Roberto Medina, o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem um histórico de ameaças a outras figuras públicas conhecidas por combater a organização criminosa desde seu fortalecimento no início dos anos 2000.

Gakiya e Medina não foram alvos de atentados, apesar das operações policiais que prenderam suspeitos de planejar seus assassinatos. Uma ação conjunta recente do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil deu seguimento à investigação sobre os planos do PCC, cumprindo mandados de busca e apreensão em propriedades de indivíduos suspeitos de integrarem a facção e planejarem os ataques. Dos oito investigados, cinco já estavam detidos por outros crimes, todos sob suspeita de organização criminosa armada e ameaça.

As ameaças a autoridades são parte da estratégia do PCC, que expandiu o tráfico de drogas internacionalmente, lavando dinheiro e estabelecendo células criminosas no exterior.

Em agosto deste ano, o Ministério Público de São Paulo e a polícia prenderam empresários suspeitos de financiar um plano da facção para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP, e um comandante da Polícia Militar (PM) de São Paulo, cuja identidade não foi revelada.

Em junho de 2025, o MP recebeu informações de que um detento ligado ao PCC ameaçou matar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o secretário da Segurança Pública (SSP), Guilherme Derrite. O suspeito, preso em Presidente Venceslau, proferiu as ameaças enquanto portava uma faca e as reafirmou durante o interrogatório.

Em 2023, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para prender suspeitos de ligação com o PCC por planejarem o assassinato de autoridades, incluindo o senador Sergio Moro. Antes de ingressar no Senado, Moro, como ministro da Segurança Pública, determinou a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção, e outros criminosos para presídios federais de segurança máxima fora de São Paulo.

Em 2020, um homem foi acusado de ameaçar matar o então governador João Doria pela internet, caso sua esposa, Bia Doria, não pagasse R$ 5 milhões à facção. Ele foi preso e responsabilizado criminalmente.

Em 2018, mensagens codificadas do PCC foram encontradas com visitantes de presos em Presidente Venceslau, revelando planos para assassinar Lourival Gomes, então secretário da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo, o coronel Telhada, então deputado estadual, e o ex-secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto.

Em algumas das ameaças mencionadas, os nomes de Lincoln Gakiya e Roberto Medina já figuravam. Assim como o promotor e o coordenador dos presídios, nenhuma das autoridades citadas foi morta. Telhada chegou a relatar publicamente ter sido alvo de disparos efetuados por membros do PCC.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil, também foi ameaçado pelo PCC. Ele foi assassinado a tiros em setembro de 2025, em Praia Grande, após ser perseguido por criminosos.

Antônio José Machado Dias, juiz-corregedor dos presídios e da Vara de Execuções Criminais de Presidente Prudente, foi ameaçado e morto pelo PCC em 2003, quando saía do fórum da cidade.

Fonte: g1.globo.com

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