A Eurofarma, um dos maiores players da indústria farmacêutica nacional, deu início às suas operações em Montes Claros, marcando um novo capítulo em sua trajetória de expansão. A unidade em Montes Claros representa o maior complexo industrial da empresa e se destaca como um dos maiores do setor farmacêutico em toda a extensão do hemisfério sul.
Em setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu uma autorização especial à empresa para a unidade fabril, atestando a aptidão da indústria para conduzir uma gama abrangente de atividades. Essas atividades incluem armazenamento, distribuição, embalagem, expedição, fabricação e reembalagem, todas relacionadas a substâncias sujeitas a controle especial ou a medicamentos que as contenham.
O complexo da Eurofarma em Montes Claros abrange uma área total de 515 mil m², com aproximadamente 250 mil m² de área construída. A expectativa é que, quando estiver operando em sua capacidade total, a unidade gere mais de 2 mil empregos diretos e até 1 mil empregos indiretos, impactando positivamente a economia local e regional. A Eurofarma investiu cerca de R$ 2 bilhões na construção deste complexo industrial.
Este investimento consolida Montes Claros como um dos três maiores polos farmacêuticos do país. A chegada e expansão de diversas farmacêuticas na cidade indicam um fluxo de investimentos de aproximadamente R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos.
Recentemente, a Novo Nordisk anunciou um investimento de R$ 6,4 bilhões para expandir sua fábrica na cidade, visando aumentar a capacidade de produção de medicamentos destinados ao tratamento de doenças crônicas, como diabetes e obesidade. A expansão da Novo Nordisk tem o potencial de gerar mais 600 empregos diretos na região.
Outro desenvolvimento notável foi o anúncio da MSD Saúde Animal, que firmou um acordo com a União Química Farmacêutica para a venda de uma fábrica que havia sido desativada no ano anterior em Montes Claros.
O Laboratório Cristália também se junta ao cenário de investimentos na cidade, com planos de produzir um medicamento inovador para o tratamento contra paraplegia e tetraplegia. A previsão é que a produção do medicamento se inicie em até três anos, após a avaliação dos resultados clínicos pela Anvisa.
Fonte: g1.globo.com
