© Paulo Santos/ Divulgação
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O Rio de Janeiro se prepara para receber a 13ª edição do Trem do Choro, um evento que une a paixão pela música e a celebração da cultura brasileira sobre os trilhos. Nesta quinta-feira, 23 de abril, feriado de São Jorge, a iniciativa, em parceria com a SuperVia, comemora o Dia Nacional do Choro e presta uma justa homenagem ao nascimento do icônico músico Pixinguinha, além de destacar a importância da mulher na música.

Uma Trajetória de Sucesso Sobre os Trilhos

Desde 2012, o Trem do Choro transforma viagens de trem em uma experiência sonora vibrante, percorrendo o subúrbio carioca. O projeto nasceu de uma roda de choro em Olaria, idealizada pelo músico Luiz Carlos Nunuka e amigos, sob a denominação Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos. O sucesso foi imediato, levando a SuperVia a se tornar parceira oficial no ano seguinte. A cada edição, um trem é cedido para que talentosos conjuntos de choro se apresentem em cada um dos oito vagões, cada um batizado em homenagem a grandes nomes do gênero, com o primeiro vagão dedicado ao mestre Pixinguinha.

Itamar Marques, do Coletivo Trem do Choro, ressalta o crescimento contínuo do evento: “E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”. A participação do público é acessível, bastando apenas o pagamento da tarifa regular de embarque.

Homenagem à Força Feminina na Música

Neste ano, o Trem do Choro eleva a cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista Nilze Carvalho ao posto de homenageada. Nascida em Nova Iguaçu e formada em música pela UNIRIO, Nilze Carvalho é uma figura proeminente na Música Popular Brasileira, com forte ligação ao choro instrumental e ao samba carioca. A escolha de Nilze, conforme explica Itamar Marques, visa homenagear as mulheres em geral, reconhecendo sua força e resiliência diante das adversidades. Veja também: Contas Digitais Sem Tarifa: Guia Completo Agora.

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, afirma Marques. A instrumentista ocupará o primeiro vagão, e a cada parada, o trem convida o público a se juntar à celebração musical.

Oficialização do Coletivo e a Expansão do Choro

A 13ª edição marca também a oficialização do Coletivo Trem do Choro, uma união de diversas instituições culturais da zona da Leopoldina. Essa articulação visa preservar a rica história do evento e a cultura do choro, que Itamar Marques descreve como “mundial” e com um público em constante crescimento. Estima-se que o Trem do Choro atraia anualmente entre 6.000 e 7.000 participantes.

Programação Detalhada

A programação tem início às 10h na Estação Central do Brasil, Plataforma 12. O trem partirá às 11h18 rumo à Estação Olaria, que será simbolicamente renomeada como “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante o percurso, grupos de choro animarão cada vagão com o melhor da música instrumental brasileira.

Ao chegar em Olaria, músicos e participantes seguirão em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local de residência e homenagem ao patrono do dia. A celebração continua na Praça Ramos Figueira, no Reduto Pixinguinha, com a tradicional roda de choro e feira cultural promovida pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano. A praça também sediará uma ação social em parceria com o Lions Club.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br