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Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, um casal de músicos tem se destacado por sua dedicação ao ensino, pesquisa e preservação da música brasileira. Karen Tavano Martins e José Marcelo Martins, professores e pesquisadores, foram recentemente nomeados Imortais da Academia Nacional de Música, um reconhecimento de suas décadas de contribuições ao cenário musical.

O casal chegou à cidade em 2012, após serem aprovados em concurso para a Escola Municipal de Artes Jupyra Cunha Marcondes. Desde então, têm contribuído para o fortalecimento do ensino musical na região, que consideram sólido e estruturado. José Marcelo destaca o ecossistema musical local, que inclui o Projeto Guri e outras iniciativas que valorizam a formação técnica. “Em Presidente Prudente se leva muito a sério o ensino da música”, afirma ele, ressaltando que os alunos chegam às aulas de instrumento com uma base sólida em percepção e leitura de partituras.

Karen complementa que a pandemia trouxe desafios e transformações para o ensino musical, exigindo reinvenção e abrindo caminho para novas abordagens, como o ensino à distância, que ela explora em seu doutorado. O objetivo é democratizar o acesso à música e levá-la a lugares mais distantes.

Além da docência, Karen e José Marcelo mantêm uma carreira ativa em corais, orquestras, grupos instrumentais e produção musical. Karen já regeu corais tradicionais e realizou turnês internacionais, enquanto José Marcelo integrou a Big Band Orquestra Véritas e atualmente atua como guitarrista, arranjador e professor de prática de conjunto.

A música também faz parte da vida familiar do casal. Juntos com o filho, João Marcelo, eles formam o grupo d’Casa Jazz, um trio que une a experiência profissional dos pais ao talento da nova geração. “Nossa casa respira música todos os dias”, conta José Marcelo.

Durante seu doutorado, José Marcelo desenvolveu o conceito de música europopular brasileira, que define a produção nacional contemporânea que incorpora elementos da música erudita, do jazz e da tradição popular. Para ele, compositores como Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e César Camargo Mariano representam essa fusão.

Ambos compartilham a necessidade de combater o preconceito histórico contra a profissão de músico. José Marcelo relata que, por décadas, a sociedade tratou a música como hobby, e não como um trabalho sério. Karen enfatiza que a educação musical transforma vidas, trazendo sensibilidade, leveza e responsabilidade para a formação de crianças e adolescentes.

A nomeação como Imortais da Academia Nacional de Música em 2025 é um marco em suas trajetórias. Ambos afirmam que a responsabilidade aumenta, pois passam a ser referência para muitas pessoas e a participar ativamente da diretoria da instituição. Além disso, receberam honrarias da Câmara Municipal de Presidente Prudente, como a Medalha Coronel Marcondes e a Comenda José Soares Marcondes.

Para o futuro, Karen pretende continuar pesquisando técnicas de ensino vocal e piano popular, com foco em acessibilidade, enquanto José Marcelo aprofunda seus estudos sobre guitarra, harmonia, improvisação e a música brasileira de alta complexidade. O casal afirma que ainda há muitos projetos pela frente, sempre com o objetivo de ampliar o futuro da música no país.

Fonte: g1.globo.com

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