© Antonio Cruz/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou como uma “lição de democracia” a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares envolvidos em uma trama golpista no país. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde Lula sancionou a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil.

“Eu estou feliz. Não pela prisão de ninguém, estou feliz porque esse país demonstrou que está maduro para exercer a democracia na sua mais alta plenitude”, afirmou o presidente.

A decisão judicial que culminou nas prisões encerrou o processo referente à trama golpista, com o Supremo Tribunal Federal (STF) determinando o início da execução das penas para sete réus. No caso de Bolsonaro, a pena estabelecida é de 27 anos e três meses de prisão.

“Sem nenhum alarde, a Justiça brasileira mostrou a sua força, não se amedrontou com as ameaças de fora e fez um julgamento primoroso onde não tem uma acusação de oposição. É tudo acusação de dentro da quadrilha que tentou dar um golpe nesse país em [2022]”, ressaltou Lula.

O presidente destacou a importância histórica das prisões: “Pela primeira vez em 500 anos na história desse país, você tem alguém preso por tentativa de golpe. Você tem um ex-presidente da República e você tem quatro generais de quatro estrelas presos. Numa demonstração de que democracia vale para todos. Democracia não é privilégio de ninguém, é um direito de 215 milhões de brasileiros”.

A condenação dos réus ocorreu no dia 11 de setembro, com a Primeira Turma do STF condenando, por 4 votos a 1, os sete réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Além de Jair Bolsonaro, outros condenados são: Walter Braga Netto (ex-ministro), sentenciado a 26 anos de prisão na Vila Militar, no Rio de Janeiro; Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), com pena de 24 anos, preso nas instalações da Estação Rádio da Marinha, em Brasília; Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal), condenado a 24 anos, detido no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília; Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), com pena de 21 anos, preso no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília; Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), sentenciado a 19 anos, também detido no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília. Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), condenado a 16 anos, um mês e 15 dias, encontra-se foragido em Miami, nos Estados Unidos. Seu mandado de prisão será incluído no Banco Nacional do Monitoramento de Prisões (BNMP).

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br