Um detento que estava internado após o incêndio ocorrido na Penitenciária de Marília, no dia 25 de novembro, faleceu no último sábado, elevando para oito o número de mortos em decorrência do incidente. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administrações Penitenciária (SAP). O preso era um dos cinco que permaneciam hospitalizados desde o dia do incêndio.
O fogo teve início no setor de inclusão da unidade prisional, quando um detento ateou fogo em seus pertences. De acordo com o registro policial, o interno estava nessa área por motivos de indisciplina, onde permanecia confinado, saindo apenas para atendimentos, banho de sol ou em situações específicas.
O incidente ocorreu por volta das 17h. O detento ateou fogo aos seus objetos pessoais dentro da cela, dando início ao incêndio. A fumaça tóxica se espalhou rapidamente, causando a morte de sete presos no mesmo dia. Os corpos dessas vítimas já foram liberados para as famílias: Doildo Diego Pires, 35 anos; Wallace Ferreira Dos Reis, 22 anos; Charles Andrey Souto Silva, 44 anos; Wender Felipe Maciel, 25 anos; Matheus Gregorio Da Silva, 22 anos; Caio Vinicius Oliveira, 25 anos; e Thiago Nascimento De Oliveira, 25 anos. A identidade do oitavo detento, falecido no dia 29 de novembro, ainda não foi divulgada pela SAP.
Agentes penitenciários iniciaram o combate às chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e da Força Tática apoiaram o resgate e a evacuação da área. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital das Clínicas, à Santa Casa de Marília e às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul.
Dois presos receberam alta médica na madrugada do dia 26 de novembro e retornaram à penitenciária. Outros cinco permanecem internados. O detento que provocou o incêndio também foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas de Marília, onde permanece internado sob escolta policial penal. O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal. Todos os servidores que ficaram intoxicados já receberam alta.
A SAP informou que instaurou um procedimento interno para apurar as causas do incêndio e está prestando apoio às famílias dos detentos mortos.
Fonte: g1.globo.com
