© PF/Divulgação
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A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (5) quatro mandados de busca e apreensão em Macapá (AP) com o objetivo de investigar a aplicação de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP) no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Operação Zona Cinzenta

A operação, chamada de Zona Cinzenta, visa apurar possíveis irregularidades cometidas pelos gestores da autarquia estadual Amapá Previdência, a Amprev, no que diz respeito à aprovação e execução desses investimentos considerados de alto risco. Suspeita-se da ocorrência de crimes de gestão temerária e fraudulenta, levando a emissão de mandados pela 4ª Vara de Justiça Federal.

Proteção dos segurados

A Amprev, responsável pela previdência do Amapá, informou que cerca de 30 mil segurados ativos e 2.100 beneficiários civis e militares, entre aposentados e pensionistas, estão vinculados ao sistema previdenciário. Em comunicado, a autarquia assegurou que os recursos dos segurados estão protegidos, e obteve uma decisão favorável da Justiça em ação contra o Banco Master.

Decisão judicial

Conforme o presidente da Amprev, Jocildo Lemos, a 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá autorizou que o Estado e a Amprev retenham os valores dos empréstimos consignados que seriam repassados ao Banco Master. Esses recursos ficarão em uma conta específica no Banco do Brasil, sob supervisão do Judiciário, até o desfecho do processo. A decisão também impede o Banco Master de cobrar servidores, aposentados e pensionistas com empréstimos consignados, mantendo os valores retidos em uma instituição financeira idônea com prestação de contas trimestrais ao Judiciário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br