Moradores da região de Ribeirão Preto (SP) vivem prejuízos e frustração com o esquema de pirâmide financeira da empresa BMB, que prometia renda extra online por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos.
Investigações em Andamento
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para identificar os responsáveis pelo golpe e entender a extensão do esquema. Há suspeitas de que a empresa atuou em diversas cidades, e a investigação visa descobrir se houve transnacionalidade ou interesse internacional nas condutas.
O Esquema da Pirâmide Financeira
A pirâmide financeira é uma prática ilegal que se mantém pela entrada de novos membros, sem necessidade de venda de produtos ou serviços. A BMB, também conhecida como "pichardismo", prometia lucros crescentes por meio de comissões pagas pelos novos integrantes, esquema previsto na lei 1.521 de 1951.
Atuação e Golpe
A empresa BMB operou em cidades como Monte Alto e Jaboticabal, atraindo mais de 100 pessoas que procuraram as autoridades para denunciar. O esquema exigia pagamentos iniciais para supostas oportunidades de renda extra, com promessas de altos ganhos que nunca se concretizavam.
Impacto e Prejuízos
As vítimas relataram prejuízos que variam de R$ 2 mil a R$ 15 mil, com alguns indivíduos recorrendo a empréstimos, economias e vendas de bens para participar do esquema. A empresa chegou a exigir depósitos para autenticação e documentos pessoais antes de fechar os escritórios, impossibilitando saques.
Andamento das Investigações
A Polícia Civil está na fase inicial das investigações, colhendo depoimentos e analisando documentos para identificar os responsáveis e atraídos. O progresso determinará possíveis bloqueios de bens conforme o avanço do caso.
Silêncio dos Suspeitos
Os responsáveis pela BMB não foram encontrados desde o fechamento dos escritórios, deixando vítimas e autoridades sem respostas. Nenhum representante prestou esclarecimentos sobre o golpe, deixando a comunidade em busca de justiça.
Fonte: https://g1.globo.com
