© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Entidades ligadas ao jornalismo emitiram uma nota nesta quarta-feira (24) repudiando veementemente um ato de violência contra a jornalista Manuela Borges, do Portal ICL Notícias, que ocorreu no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília, na tarde de terça-feira (23).

Violência e Repúdio

O episódio foi considerado inaceitável e absurdo pelas entidades, que destacaram a presença de uma grave violência e coação profissional enquanto a jornalista exercia suas funções legítimas dentro da Casa legislativa.

Cerco e Hostilidade

Manuela Borges foi cercada e intimidada por aproximadamente 20 servidores de gabinetes parlamentares após questionar parlamentares do PL sobre a instalação de outdoors com imagens de Michelle Bolsonaro e da deputada Bia Kicis, no Distrito Federal.

Durante uma entrevista à imprensa com parlamentares opositores ao governo federal, Manuela foi hostilizada por simpatizantes dos políticos, que a intimaram ao colocarem celulares próximos ao seu rosto e gritarem em tom intimidador.

Declaração da jornalista

"Nosso papel é o de fazer perguntas. Doa a quem doer. Não podemos sofrer violência por causa disso", afirmou Manuela Borges em entrevista à Agência Brasil.

Violência de Gênero e Liberdade de Imprensa

As entidades enfatizaram que o cerco agressivo contra a jornalista mulher busca silenciar questionamentos e enfraquecer a presença feminina em espaços de poder, ressaltando a importância da liberdade de imprensa como alicerce da democracia.

Responsabilização e Segurança

As entidades solicitaram à presidência da Câmara dos Deputados uma investigação imediata e rigorosa do caso, exigindo a responsabilização administrativa e legal de todos os envolvidos na violência contra a jornalista.

Além disso, pediram medidas de segurança para garantir o livre exercício da profissão de jornalistas em todas as dependências do Congresso Nacional, prometendo apresentar uma representação formal à Presidência da Câmara com evidências que possam identificar os agressores.

Posicionamento e Continuidade

Apesar do episódio de violência, Manuela Borges afirmou que não se intimidará e seguirá sua cobertura na Câmara dos Deputados normalmente, mesmo após mais de 20 anos de atuação. Em 2014, a jornalista também foi ofendida por Jair Bolsonaro ao questioná-lo sobre o golpe de 1964.

Até o momento, o Partido Liberal e a presidência da Câmara dos Deputados não se pronunciaram sobre o incidente, deixando espaço para manifestações futuras.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br