Sete em cada dez mulheres relatam já terem sofrido assédio moral ou sexual, principalmente em ruas e espaços públicos, de acordo com a pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres. O estudo, conduzido pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec, entrevistou 3,5 mil pessoas em dez cidades brasileiras no final de 2025.
Situação alarmante nas cidades brasileiras
Segundo os dados coletados, 71% das mulheres entrevistadas afirmaram ter sido vítimas de assédio em pelo menos um dos seis locais pesquisados. Ruas e espaços públicos são os lugares onde mais ocorrem esses episódios, seguidos pelo transporte público e ambiente de trabalho.
Elevada proporção de casos
Apesar de uma pequena queda em relação a 2014, as entidades responsáveis pelo estudo alertam para a persistência do problema. A pesquisa revelou que bares, casas noturnas e o ambiente doméstico também são locais onde as mulheres sofrem assédio com frequência.
Necessidade de medidas mais rigorosas
O estudo apontou que a maioria das mulheres entrevistadas deseja penas mais severas para os agressores, além da ampliação dos serviços de proteção às vítimas e agilidade nas investigações. Para combater a violência de gênero, especialistas destacam a importância de uma rede de apoio mais robusta e treinamento adequado para os profissionais que lidam com esses casos.
Debate sobre soluções eficazes
Especialistas enfatizam que o combate ao assédio e à violência contra as mulheres não pode se basear apenas em punições. É necessário repensar as políticas públicas e mecanismos de proteção, levando em consideração a insegurança que as mulheres enfrentam tanto em espaços privados quanto públicos. Dados como os apresentados na pesquisa são fundamentais para orientar intervenções mais eficazes e garantir a segurança e proteção das mulheres.
