O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que não há evidências de um surto significativo de hantavírus, relacionado a um incidente em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.
Situação Atual do Hantavírus
Durante uma coletiva de imprensa, Tedros destacou que, apesar da situação atual não indicar um surto maior, a possibilidade de novos casos deve ser considerada, especialmente devido ao longo período de incubação do vírus. Ele mencionou que mais casos podem ser relatados nas próximas semanas.
Casos Relacionados ao Navio MV Hondius
Até o momento, foram registrados 11 casos de hantavírus, com três óbitos, todos entre passageiros e tripulantes do navio MV Hondius. Nove desses casos foram confirmados como sendo da cepa Andes, enquanto os outros dois são considerados prováveis.
Ações de Monitoramento e Repatriação
Tedros também ressaltou que os países para onde os passageiros foram repatriados têm a responsabilidade de monitorar a saúde dessas pessoas. A OMS está ciente de relatos de alguns pacientes apresentando sintomas compatíveis com o vírus Andes e está em contato com as autoridades de saúde de cada nação para acompanhar a situação.
Recomendações da OMS
A OMS recomenda que os passageiros do cruzeiro sejam monitorados em quarentena, seja em instalações específicas ou em casa, durante um período de 42 dias após a última exposição, que ocorreu em 10 de maio, finalizando assim em 21 de junho. Qualquer indivíduo com sintomas deve ser imediatamente isolado e tratado.
Tedros concluiu afirmando que a OMS continua comprometida em colaborar com especialistas em saúde pública de todos os países afetados para mitigar riscos e assegurar a saúde global.

