© Kiara Worth/UNCCD
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A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), encerrada na capital da Mongólia, Ulaanbaatar, teve duração de duas semanas e culminou com avanços limitados em compromissos globais, em um contexto onde até 40% das terras do mundo enfrentam degradação.

Desafios e Expectativas na COP17

A conferência foi marcada pela urgência de ações significativas, porém as expectativas não foram atendidas. A proposta de um regime global para combater a seca foi novamente adiada, e os níveis de financiamento para mitigar a degradação da terra ficaram aquém do necessário.

Bloqueios e Impasses nas Negociações

Logo no início do evento, os representantes dos Estados Unidos bloquearam importantes itens da agenda, como questões de gênero e a participação da sociedade civil. Essa atitude inédita dificultou o consenso, mas, ao final, todos os tópicos foram novamente incluídos na pauta para a próxima edição da conferência, prevista para 2028, no Egito.

Avanços e Iniciativas Promissoras

Apesar das dificuldades, a COP17 gerou algumas iniciativas positivas. A Parceria Global de Resiliência à Seca, criada na COP16, está programada para ser implementada em 2024, com o objetivo de apoiar cerca de 70 países em desenvolvimento. Além disso, foi lançada a primeira plataforma global de financiamento dedicada à resiliência à seca, o Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), com a meta de mobilizar até US$ 400 milhões.

Desafios Financeiros Persistentes

Um dos principais obstáculos discutidos foi a questão do financiamento. A UNCCD estimou que seriam necessários cerca de US$ 355 bilhões anuais até 2030 para cumprir compromissos globais de restauração, enquanto atualmente os investimentos somam aproximadamente US$ 77 bilhões, resultando em um déficit significativo.

Reflexões Finais sobre o Futuro da COP

Yasmine Fouad, secretária-executiva da UNCCD, destacou que, apesar dos desafios, a COP17 demonstrou a possibilidade de diálogo e progresso. O fortalecimento de discussões sobre seca como um item permanente na agenda das conferências futuras é um passo importante para enfrentar as crises ambientais de forma mais efetiva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br