Recentes dados do Ministério da Educação (MEC) revelam que, em 2025, 53,1% dos alunos que concluíram cursos de licenciatura na modalidade de educação a distância (EaD) apresentaram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) realizado no ano anterior.
Comparativo entre Modalidades de Ensino
Dos formandos de 2025, 40% optaram por cursos presenciais, enquanto 60% escolheram a educação a distância. O desempenho dos alunos que frequentaram cursos presenciais foi consideravelmente superior, com 73,9% sendo classificados como proficientes, atingindo assim o nível adequado de conhecimento.
Mudanças Regulatórias no Ensino a Distância
Durante uma coletiva em Brasília, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou que todos os cursos de licenciatura EaD serão extintos até maio de 2027. Os alunos matriculados não poderão transferir para outros cursos, mas os programas estão se adaptando para modalidades semi-presenciais ou presenciais.
O Conceito Enade e seu Impacto
O Conceito Enade, que avalia a qualidade dos cursos de graduação com base no desempenho dos alunos no exame, varia de 1 a 5. Dos 4.547 cursos de formação de professores analisados, 56,8% obtiveram notas de pelo menos 3, enquanto 31,9% alcançaram notas altas de 4 e 5.
Desempenho dos Cursos a Distância
Entre os cursos que obtiveram notas baixas (1 e 2), 682 eram a distância, representando 60,51% do total. Isso indica um desempenho geral insatisfatório dos cursos EaD em comparação aos presenciais.
Perspectivas Futuras para o Ensino Superior
A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, expressou otimismo com os resultados do Enade, destacando que em 2026 haverá uma nova avaliação que fornecerá critérios claros sobre o desempenho esperado dos alunos. Esse avanço é considerado essencial para a supervisão e regulação dos cursos superiores no Brasil.
Monitoramento e Qualidade
Os cursos que obtiverem notas insatisfatórias passarão por um monitoramento contínuo, conforme estipulado pela Portaria MEC nº 381/2025. Essa medida é parte de um esforço maior para melhorar a qualidade da educação a distância e garantir que os alunos formados tenham as competências necessárias.
Essas iniciativas visam não apenas a regulação dos cursos, mas também um compromisso com a qualidade do ensino superior no Brasil, garantindo que a formação de professores atenda às necessidades da sociedade.


