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A recente aprovação da Lei nº 15.474, sancionada pela Presidência da República, permite que mulheres maiores de 18 anos adquiram e utilizem spray de pimenta para autodefesa em todo o Brasil. Essa legislação, publicada no Diário Oficial da União, visa proporcionar maior segurança às mulheres em situações de risco.

Aspectos Legais da Nova Lei

De acordo com a nova norma, a comercialização e posse do spray de pimenta são autorizadas, desde que os produtos sejam regulamentados pelos órgãos competentes. O dispositivo, classificado como um aerossol de extratos vegetais, deve conter oleorresina de capsicum ou outros extratos permitidos.

Exigências para Aquisição

Para adquirir o spray, as interessadas devem apresentar documentos que comprovem ter pelo menos 18 anos, como uma identificação oficial com foto e comprovante de residência. Além disso, é necessário declarar a inexistência de condenação por crimes violentos.

Responsabilidades dos Estabelecimentos Vendedores

Os pontos de venda autorizados têm a obrigação de manter registros de vendas por um período de cinco anos, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Também devem fornecer informações sobre o uso correto do spray e registrar os dados das compradoras em um banco de dados governamental.

Uso e Limitações do Spray de Pimenta

O spray de pimenta é destinado ao uso individual e intransferível, sendo proibido conter substâncias letais. Seu uso é considerado legal somente em situações de legítima defesa, devendo ser proporcional à ameaça recebida. A lei também limita a capacidade dos recipientes a 50 mililitros, com produtos maiores sendo restritos a forças de segurança.

Programa Nacional de Capacitação

A nova legislação institui o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo. Este programa incluirá diretrizes sobre a legítima defesa, informações sobre violência doméstica e campanhas educativas sobre o uso responsável do spray. A implementação será gradual e regulamentada pelo governo.

Com essa medida, espera-se que as mulheres sintam-se mais protegidas e capacitadas para enfrentar situações de violência, promovendo um ambiente mais seguro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br