© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tomou uma decisão importante em relação ao ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Sua defesa havia solicitado a anulação da autorização para a quebra do sigilo dos dados de seu celular, apreendido na cela onde ele cumpre pena. Embora o pedido tenha sido negado, a juíza decidiu suspender os efeitos da decisão até que um habeas corpus apresentado pela defesa seja julgado.

Detalhes da Decisão Judicial

A juíza determinou que o Ministério Público interrompesse qualquer ação relacionada à perícia do celular de Jairinho até que a questão fosse resolvida. Em sua decisão, ela afirmou: “Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração/anulação da decisão. Por outro lado, considerando que a competência do juízo é objeto de habeas corpus já impetrado, deferi o pedido subsidiário da defesa para suspender os efeitos da decisão até o julgamento”.

Contexto do Caso

A apreensão do celular tem como objetivo investigar se Jairinho tentou interferir no processo judicial que o envolve. Ele foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, ocorrida em 8 de março de 2021. Durante o julgamento, que durou 11 dias, a mãe da criança, Monique Medeiros, teve seu crime desclassificado de homicídio doloso para homicídio culposo e recebeu perdão judicial.

Condenação de Jairinho e Desfechos Relacionados

Monique Medeiros foi condenada a um ano e quatro meses de prisão por omissão em relação à tortura sofrida por seu filho. No entanto, como já cumpriu o tempo de prisão preventiva, sua pena foi considerada encerrada. O julgamento é destacado como um dos mais longos da história do Judiciário fluminense, refletindo a complexidade e a gravidade do caso.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br