© Gabriella Godoy/ Divulgação
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Um grupo de mulheres de diversas regiões do Brasil uniu forças para formar uma rede de apoio focada na defesa do meio ambiente e na justiça climática. O programa “Defensoras por Defensoras”, promovido pela rede ambiental Observatório do Clima, destaca histórias de vida que refletem o compromisso com a proteção das pessoas, da natureza e da memória dos territórios.

Histórias Inspiradoras de Ativismo

Atualmente, 36 mulheres estão na linha de frente do ativismo ambiental, compartilhando experiências e enfrentando desafios em suas comunidades. Elas participam de formações para fortalecer suas lutas e promover a conscientização local.

A Luta de Sara Marques

Sara Marques, residente da comunidade Caranguejo Tabaiares em Recife (PE), cresceu em um ambiente que antes abrigava uma rica diversidade marinha. Com o crescimento desordenado da urbanização, o rio Capiberibe, que uma vez sustentou a comunidade, agora enfrenta sérios problemas, levando à transformação da identidade local e à degradação ambiental. Sara reflete sobre como as mudanças afetaram a conexão da comunidade com a natureza.

Restauração em Santa Catarina

Mirian Prochnow, de Santa Catarina, também se envolveu na luta pela preservação ambiental após testemunhar a devastação da Mata Atlântica em sua região. Junto a amigos, ela fundou a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), que começou com a produção de mudas nativas para restauração e hoje é capaz de produzir mais de um milhão de mudas por ano.

Conexões e Colaboração

Valdineia Sauré, conhecida como Val Munduruku, traz uma perspectiva única ao seu ativismo, integrando suas experiências de vida e educação. Nascida no Pará, ela destaca a importância de compreender as interconexões entre a proteção da terra e as mudanças climáticas, enfatizando que a luta não é isolada, mas sim parte de um movimento maior que inclui mulheres, juventude e comunidades indígenas.

Comunicação e Conscientização

As mulheres na rede também se empenham em promover a comunicação, buscando aumentar a conscientização sobre os impactos das mudanças climáticas. Elas reconhecem que as vozes de comunidades marginalizadas, incluindo pobres e indígenas, têm sido silenciadas e estão determinadas a amplificar essas vozes para que suas realidades sejam ouvidas e compreendidas.

Conclusão

A formação dessa rede de mulheres defensoras é um exemplo poderoso de como a colaboração e a solidariedade podem criar um impacto significativo na luta contra a crise climática. Ao compartilhar suas histórias e experiências, essas mulheres não apenas fortalecem suas comunidades, mas também inspiram outras a se unirem em prol da justiça ambiental e social.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br