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Na última quinta-feira (6), o governo argentino liderado por Javier Milei decidiu retirar do Senado a proposta que permitia a venda de terras em áreas devastadas por incêndios florestais. Esta é a segunda derrota significativa do governo na semana, resultado de pressões populares e protestos nas ruas.

Contexto da Decisão

O projeto de lei que estava sendo discutido incluía também a expansão das permissões para venda de terras a estrangeiros, que também foi excluída da pauta. Essas propostas faziam parte de um pacote mais amplo, denominado Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada.

Votações no Senado

Apesar das derrotas, o governo conseguiu aprovar duas medidas controversas: uma que facilita a despejo de inquilinos inadimplentes e outra que restringe as expropriações pelo Estado. A líder do governo no Senado, Patricia Bullrich, atribuiu as derrotas ao tempo prolongado de tramitação e à recente controvérsia envolvendo o ex-chefe de gabinete.

Legislação Atual sobre Incêndios

Atualmente, a legislação argentina proíbe a venda de áreas afetadas por incêndios por períodos que variam de 30 a 60 anos, dependendo da natureza da terra. Essa restrição visa prevenir a especulação imobiliária, que poderia ocorrer após incêndios criminosos.

Críticas às Mudanças Propostas

Movimentos sociais e ambientalistas criticam as propostas do governo, argumentando que elas podem facilitar a destruição ambiental. Especialistas alertam que grandes proprietários poderiam usar incêndios para limpar áreas protegidas e transformá-las em empreendimentos imobiliários.

Protestos e Repressão

A votação foi acompanhada por manifestações populares e repressão policial, resultando em confrontos e feridos entre manifestantes e profissionais da mídia. Os protestos refletem um descontentamento generalizado com as políticas do governo Milei, especialmente em relação à propriedade privada e à proteção ambiental.

As mudanças propostas e a resposta da população indicam um cenário político tenso e uma necessidade urgente de diálogo entre o governo e a sociedade civil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br