© Gisele Alves Santana/ Instagram

A morte da soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, foi objeto de investigação rigorosa, resultando em um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo que refuta a hipótese de suicídio. Com a análise de evidências materiais, o relatório, datado de 1º de outubro, confirma que as circunstâncias da morte revelam uma intervenção de outra pessoa.

Análise das Evidências

O laudo pericial destaca que a avaliação das manchas de sangue e outros elementos encontrados na cena do crime contradizem a teoria de um ato suicida. Segundo o documento, ‘a hipótese de intervenção de segunda pessoa resistiu ao confronto com a totalidade dos elementos objetivos examinados’.

Circunstâncias da Morte

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento em 18 de fevereiro. Inicialmente, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, seu companheiro, relatou o incidente como suicídio, mas posteriormente o caso foi reclassificado para morte suspeita. A família de Gisele sempre contestou essa versão.

Desdobramentos Legais

O tenente-coronel foi preso em 18 de março e atualmente se encontra detido no Presídio Militar Romão Gomes. O advogado da família, José Miguel Silva Junior, enfatiza que a conclusão do laudo não surpreende, pois laudos anteriores já haviam descartado a possibilidade de suicídio. Um novo interrogatório do réu está agendado para a próxima terça-feira.

Depoimentos e Testemunhos

Investigações iniciais revelaram lesões contundentes em Gisele, compatíveis com agressões físicas, além do relato de uma testemunha que ouviu um disparo próximo ao horário da morte. O advogado também mencionou que a foto da vítima com uma arma na mão, tirada por socorristas, contradiz a narrativa de suicídio.

Intervenção de Terceiros

Foi relatado que, horas após o incidente, três policiais mulheres realizaram uma limpeza no apartamento, o que levanta questões sobre a integridade da cena do crime. Esses fatores, combinados, reforçam a hipótese de que Gisele foi assassinada e não cometeu suicídio.

A continuidade das investigações e a realização do próximo interrogatório serão cruciais para esclarecer todos os aspectos do caso, que tem gerado grande atenção pública e demanda por justiça.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br