© Bruno Peres/Agência Brasil

A visão desempenha um papel crucial no desenvolvimento integral das crianças, impactando áreas como habilidades motoras, cognitivas e sociais. A detecção precoce de problemas visuais é fundamental, pois a perda de visão durante a infância pode afetar significativamente o aprendizado e o crescimento geral da criança.

Por que o Diagnóstico Precoce é Essencial?

Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, a oftalmologista Maria de Fátima Neri ressaltou a importância do diagnóstico precoce da baixa visão. Segundo ela, a condição vai além de uma simples redução da acuidade visual e pode comprometer diversos aspectos do desenvolvimento infantil.

Impactos da Baixa Visão

A baixa visão pode prejudicar a percepção visual da criança, dificultando a exploração do ambiente e comprometendo suas habilidades motoras e de comunicação. Isso pode resultar em limitações na autonomia e na participação social da criança. Quanto mais cedo for feita a intervenção, maior a probabilidade de a criança desenvolver estratégias para aproveitar sua visão residual.

Causas Comuns de Baixa Visão na Infância

Maria de Fátima destacou várias condições que podem levar à baixa visão em crianças, incluindo:

• Retinopatias associadas a infecções como sífilis e toxoplasmose • Catarata congênita • Glaucoma congênito • Anomalias do nervo óptico • Albinismo • Distrofias hereditárias da retina • Alta miopia • Doenças neurológicas • Deficiência visual cortical • Prematuridade

Sinais de Alerta para Pais e Educadores

Os responsáveis devem estar atentos a alguns sinais que podem indicar problemas visuais, tais como:

• Dificuldade em acompanhar objetos em movimento • Baixa fixação ocular • Aproximar objetos excessivamente dos olhos • Tropeços frequentes • Dificuldade em ambientes com pouca luz • Fotofobia acentuada • Dificuldade em reconhecer rostos e objetos • Atraso no desenvolvimento sem causa aparente

Abordagens para Habilitação e Suporte

O tratamento e a reabilitação devem ser abrangentes, envolvendo diversas áreas, como:

• Estimulação visual • Recursos ópticos e não ópticos • Tecnologia assistiva • Orientação e mobilidade • Terapia ocupacional • Fisioterapia • Fonoaudiologia • Psicologia e pedagogia • Orientação familiar

Maria de Fátima enfatiza que o desenvolvimento visual está interligado a outras áreas, como motoras e cognitivas, e que alterações visuais não tratadas podem ter repercussões significativas no crescimento da criança.

Conclusão

Encaminhar uma criança com baixa visão para tratamento adequado não se limita a melhorar a visão; é um passo crucial para garantir seu desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida. O diagnóstico precoce e intervenções adequadas são fundamentais para que essas crianças possam aproveitar ao máximo suas capacidades e potenciais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br