Os funcionários dos Correios estão em greve há mais de uma semana, com a próxima audiência do dissídio coletivo agendada para segunda-feira, às 13h30. O principal ponto de discórdia envolve a mudança no plano de saúde oferecido pela empresa.
Principais Reivindicações dos Trabalhadores
Os trabalhadores contestam a proposta da empresa de alterar sua função de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde, argumentando que isso pode resultar em aumentos excessivos nas mensalidades e custos, afetando funcionários, aposentados e seus dependentes.
Reajuste Salarial e Benefícios
Além da questão do plano de saúde, os funcionários exigem um reajuste que reflita a inflação acumulada e um ganho real, já que a oferta inicial de 0,87% apresentada pela direção é considerada insatisfatória. Eles também pedem o retorno do adicional de 70% sobre férias e a manutenção de gratificações específicas, como a de motoristas.
Decisões Judiciais e Impacto da Greve
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo deve permanecer em atividade durante a greve, considerando a importância dos serviços prestados pelos Correios, especialmente em um período eleitoral. O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, destacou a necessidade de garantir a continuidade do serviço.
Reação da Federação dos Empregados
A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) expressou sua insatisfação com a falta de avanço nas negociações. A federação criticou a atenção dada pela empresa a projetos de novos uniformes enquanto questões fundamentais, como a garantia do plano de saúde, permanecem sem resposta.
Situação Atual dos Serviços dos Correios
Os Correios informaram que estão tomando medidas para minimizar os impactos da greve, incluindo a mobilização de funcionários administrativos e o remanejamento de veículos. A empresa orienta os clientes a monitorar suas encomendas por meio do site ou aplicativo, além de disponibilizar canais de atendimento para situações específicas.



