© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o Brasil selecionaram as urnas eletrônicas que passarão por auditoria durante o segundo turno das eleições gerais. Este processo é vital para garantir a integridade e a transparência do sistema eleitoral.

Seleção das Urnas para Auditoria

As urnas foram escolhidas por meio de sorteio, com a participação de representantes de partidos políticos e de entidades fiscalizadoras. Nos principais estados, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, foram selecionadas 43 urnas, sendo 33 para o teste de integridade e 10 para o teste de autenticidade.

Distribuição das Urnas Auditadas

Outros estados, como Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, terão um total de 35 urnas auditadas, com 27 passando pelo teste de integridade e 8 pelo de autenticidade. Roraima, por ser o menor colégio eleitoral, contará com 20 urnas no teste de integridade e 3 no de autenticidade.

Processo de Auditoria

As urnas selecionadas para o teste de integridade serão substituídas por equipamentos reservas e mantidas em locais seguros até o dia da eleição. Durante a auditoria, partidos políticos e entidades fiscalizadoras terão a oportunidade de preencher cédulas de papel, que serão depositadas em urnas lacradas.

Comparação de Votos

No dia da votação, as cédulas depositadas serão digitalizadas, e os votos registrados nas urnas eletrônicas serão comparados aos votos em papel. Essa etapa é fundamental para assegurar que os resultados sejam precisos e confiáveis.

Entidades Envolvidas na Auditoria

Diversas entidades foram convidadas a participar do processo de auditoria, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público, e a Controladoria-Geral da União (CGU), entre outras. Essa colaboração é essencial para promover a transparência e a confiança no sistema eleitoral.

Verificação dos Sistemas Eleitorais

No último sábado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou uma cerimônia para verificar os sistemas que processam os resultados das eleições. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que é fundamental garantir que cada voto seja registrado de forma precisa e transparente.

Zerésima e Integridade do Sistema

A verificação concluiu que não houve alterações nos programas utilizados. Antes do início da votação, cada seção eleitoral produzirá um relatório de zerésima, confirmando que não há votos registrados, assegurando que as urnas estão prontas para receber os votos dos eleitores.

Com essas medidas, o TSE busca assegurar a confiança da população no sistema eleitoral, garantindo que o processo de votação seja seguro e transparente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br