A defesa do ex-presidente Fernando Collor foi notificada a apresentar explicações sobre o desligamento da tornozeleira eletrônica que ele utiliza. A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um alerta emitido pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, a qual é responsável pelo monitoramento do equipamento.
Segundo informações da secretaria, a tornozeleira de Collor ficou sem bateria nos dias 2 e 3 de maio deste ano. Diante da falha, o ministro Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente apresente os devidos esclarecimentos. O não cumprimento deste prazo pode resultar na revogação da prisão domiciliar, benefício que Collor usufrui desde abril.
Além de cobrar explicações da defesa, o ministro Moraes também exigiu esclarecimentos da própria Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas. O questionamento se refere ao motivo pelo qual a informação sobre o desligamento da tornozeleira foi comunicada somente cinco meses após a ocorrência. A secretaria tem um prazo de 48 horas para apresentar sua justificativa.
Em 2023, o STF condenou Fernando Collor por envolvimento em um esquema de indicações políticas na BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras. A acusação era de que Collor teria recebido cerca de R$ 20 milhões em vantagens indevidas por meio de contratos da empresa. Os crimes, segundo a denúncia, ocorreram entre os anos de 2010 e 2014.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
