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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou grave preocupação com o elevado número de mortos durante a Operação Contenção, realizada nas favelas da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação, que ocorreu na terça-feira, resultou em um alto número de vítimas.

Através de seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres solicitou uma investigação imediata sobre o ocorrido. O secretário-geral enfatizou a importância de garantir que todas as ações policiais estejam em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos.

“Posso afirmar que o secretário-geral está profundamente preocupado com o grande número de vítimas durante a operação policial realizada ontem nas favelas do Rio de Janeiro”, declarou Dujarric em comunicado divulgado nesta quarta-feira.

O governo do Rio informou que 119 pessoas morreram durante a operação, que envolveu forças estaduais e federais. O Ministério Público do Estado acompanha o caso e verifica a legalidade das medidas tomadas, em consonância com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que estabelece restrições para operações em comunidades.

Familiares das vítimas, organizações da sociedade civil e a Anistia Internacional denunciaram a operação, classificando-a como um massacre e exigindo respostas do Estado. A Anistia Internacional classificou o número de mortes como inaceitável, solicitando uma apuração independente e rápida para assegurar justiça e reparação. Moradores também relataram terem ficado confinados em suas casas, sem acesso a transporte, escolas ou serviços de saúde durante a operação.

Especialistas avaliaram a Operação Contenção como uma das mais letais da história recente do país, afirmando que a população foi colocada “na linha de tiro”. Eles apontaram que o uso excessivo da força demonstra a persistência de estratégias que resultam em um grande número de mortes, afetando principalmente moradores de áreas vulneráveis.

O governo do Rio justificou a operação como uma resposta a ataques de grupos armados e declarou que está trabalhando para restaurar a segurança pública. A Secretaria de Estado da Polícia Militar informou que as forças policiais foram recebidas com tiros nas comunidades.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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