© Bruno Peres/Agência Brasil
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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou, em Belém, a confirmação do governo alemão de um aporte de 1 bilhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O anúncio foi feito em meio à Cúpula do Clima, realizada na capital paraense.

O montante era aguardado desde a semana anterior, quando o chanceler alemão manifestou o compromisso com um valor “considerável” para o instrumento financeiro lançado pelo Brasil, com o objetivo de captar recursos que incentivem a manutenção das florestas.

“Tivemos a alegria que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte (…) na ordem de 1 bilhão de euros para o TFFF, graças a todo o esforço que vem sendo feito, numa demonstração de que, de fato, esse instrumento de financiamento global é muito bem desenhado, muito bem estruturado e que começa a dar as respostas”, declarou a ministra, acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a confirmação, o valor total prometido ao TFFF ultrapassa US$ 6,5 bilhões. O fundo visa combinar investimentos públicos e privados, com o objetivo de repassar recursos a países com florestas tropicais para que estes trabalhem na preservação dessas áreas.

A proposta inicial é captar US$ 25 bilhões em recursos públicos de países investidores, com a expectativa de que esse montante atraia capital privado, totalizando US$ 125 bilhões para serem investidos na conservação das florestas tropicais.

O presidente Lula passou o dia em Belém, reunindo-se com grupos negociadores da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para impulsionar as negociações em torno de acordos sobre adaptação climática, transição justa e um plano para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, principais emissores de gases do efeito estufa.

Em sua declaração à imprensa, Lula comentou sobre a expectativa de aprovação de um acordo sobre a eliminação gradual do consumo de combustíveis fósseis. “É preciso a gente mostrar, para a sociedade, que nós queremos, sem impor nada a ninguém, sem determinar um prazo, que cada país seja dono de determinar coisas que possa fazer, dentro do seu tempo e das suas possibilidades, mas que nós estamos falando sério. É preciso que a gente diminua a emissão de gases do efeito estufa”, afirmou.

O presidente reforçou a necessidade de os países ricos auxiliarem os mais pobres com recursos e transferência de tecnologia, e reiterou o pedido para que bancos multilaterais transformem dívidas em investimentos na proteção do meio ambiente. “Precisamos convencer as pessoas. Empresas têm que pagar uma parte, as mineradoras, as pessoas que ganham muito dinheiro têm que pagar uma parte disso”, disse.

Após o dia de compromissos em Belém, Lula retornou a Brasília. Ele tem uma viagem programada para São Paulo e, posteriormente, participará da Cúpula do G20 na África do Sul.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br