G1
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Um professor e o diretor de uma escola municipal localizada em Pauini, no interior do Amazonas, foram considerados culpados e sentenciados a um total de 50 anos de prisão por crimes de abuso sexual cometidos contra 12 alunas da instituição. A juíza Janeiline de Sá Carneiro foi a responsável por proferir a sentença, após denúncia apresentada pelo Ministério Público no final do ano anterior.

De acordo com informações divulgadas, o professor foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, por ser o autor direto dos atos de violência. O diretor, por sua vez, recebeu uma pena de 23 anos e quatro meses, também em regime fechado, por omissão penalmente relevante diante das denúncias.

As investigações revelaram que os crimes ocorreram no período entre 2022 e 2024, dentro das dependências da escola. O professor, valendo-se de sua posição, assediava as alunas, apalpando-as de maneira imprópria, solicitando que se sentassem em seu colo e tentando beijá-las. Os depoimentos das vítimas foram coletados por meio de escuta especializada durante o processo de investigação.

Algumas das estudantes, buscando ajuda, relataram o comportamento do professor ao diretor da escola. No entanto, o Ministério Público apurou que o diretor não tomou nenhuma medida para coibir os abusos e chegou a justificar as ações do professor, argumentando que se tratava de uma “forma carinhosa de tratamento”.

Na sentença, a juíza Janeiline de Sá Carneiro ressaltou que o diretor, como responsável pela segurança e bem-estar das alunas, tinha a obrigação de agir diante das denúncias que lhe foram apresentadas. Contudo, ele se omitiu, permitindo que os abusos continuassem a ocorrer dentro do ambiente escolar. A omissão do diretor foi considerada um fator agravante na determinação da pena. A decisão judicial representa um passo importante no combate à violência sexual infantil e na busca por justiça para as vítimas.

Fonte: g1.globo.com